sexta-feira, 10 de maio de 2013

Amor à vida


Quantas vezes ouvimos essa frase: "Devemos ter amor a nossa vida"?
Ou simplesmente: "Devemos ter amor à vida", não só nossa, mas de todos?
Mas como ter esse amor? De que forma?
Sempre queremos isso, e usamos muito frases desse tipo. Será que todos tem consciência desse "amor à vida"?
Eu, particularmente, digo que nem todos, por tantos fatores que ocorrem no cotidiano e que muitos dizem ser normal.
Um exemplo disso são os taxistas que estão a todo momento dirigindo e atendem aos celulares normalmente, porque são clientes ligando, mesmo quando estão com outros passageiros.
A última que eu vi, enquanto estava no ônibus a caminho da faculdade, foi uma mulher que enquanto dirigia estava lendo.
Descrição: o transito fluindo normalmente em fluxo pesado às 13h de uma quinta-feira, com os vários carros, ônibus, e motos em movimento. E em um carro estava uma mulher, sozinha, com uma mão segurando o volante e a outra mão segurando o livro. Olhava para frente muito rápido e voltava a ler.

Essa situação me deixou indignada.
E o amor à vida, onde ficou?
Ficou lá onde ficou a consciência desta pessoa.
Vamos resgatar esse amor, e junto com ele a consciência.

Até mais!!!
Poly Lima

domingo, 5 de maio de 2013

Tio (a) ou Professor (a)?


Uma questão de preferência, ou de preconceito?
No exercício da minha profissão, presenciei coisas desse tipo:
Uma criança de 7 ou 8 anos se dirige ao "professor" de inglês:
- Tio, a tarefa é pra a gente fazer agora?
- Primeiro: "Tio" não, porque não sou irmão do seu pai e nem da sua mãe.... e sim, o exercício é para fazer agora.

Com essa idade, a criança deve estar do 2º ou 3º ano fundamental, e todas as educadoras a sua volta eram chamadas de tias por todos os alunos, mesmo os de 10 anos que estariam no 5º ano.
Na minha opinião de "Pedagoga" (em formação), é apenas questão de nomenclatura.
E torna-se preconceito da parte dos meus colegas de profissão, como se sentissem que estão sendo rebaixados.
Como eu estava dizendo, é questão de nomenclatura, e não de rebaixamento da minha profissão, para cada fase, há uma forma, e tantas tentativas "hilárias" da parte dos alunos para nos tratar.
É lindo uma criança de 3, 4 ou 5 anos em fase de socialização, de adaptação ao ambiente falando "tia", tia...  é assim que sinto, é uma maneira afetuosa, carinhosa de nos tratar, de nos tornar importantes para essas crianças, e somos, já que participamos da sua formação.
Um outro momento é a transição. De tanto ouvir os "tios" se tratarem pro "professor fulano"... eles acabam querendo. E ai vem: "pofessola", "pefessola", "profe", de "prufessora" já fui chamada. Mas na hora do "apuro" o "tia" acaba voltando, é como se tivéssemos o poder de amenizar uma angústia, ou uma dor mesmo, é a confiança que a criança deposita em nós.

E depois, quando maiores, nem eles mesmos querem mais chamar assim.
E aí, sim: "professor fulano", "professora beltrana"... num sentido mais formal da situação.
Não enobrece, não engrandece, não diminui.
Curiosidade: alguém já viu um aluno pronunciar "educador fulano"?
Pois bem, é isso que somos: EDUCADORES, independente da nossa formação. Pedagogos, Matemáticos, Biólogos... somos todos educadores.
"Tio (a)", "Professor (a)" é apenas questão de nomenclatura.

Abraços!
Poly Lima

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Capacidade de imaginar


"BRINCADEIRA DE CRIANÇA, COMO É BOM, COMO É BOM!"
Lembro que quando criança parava a observar as nuvens no céu.
Quando eu olhava da primeira vez tinha uma forma, se desviasse o olhar já percebia outra forma.
Um grande navio, ou um cachorrinho, um dragão, um caminhão... as mudanças que éramos capazes de observar.
E ao olhar um azulejo pontilhado no banheiro, conseguir ver desenhos e imaginar cenas acontecendo, e passar vários minutos ali olhando.
Ir à padaria contando os passos, ou passar pelos quadrados de uma calçada sem pisar nas linhas e imaginar-se vencendo uma batalha.
Éramos capazes de tudo isso sem nos preocupar com tempo, ocupações, ou o que as pessoas achariam.
Somos capazes disso ainda?
Tudo que paramos para fazer, quando adultos, é pensar no que temos a cumprir, como podemos fazer para melhorar, dinheiro, emprego, estudo, compras...
E olhar as nuvens? O céu?
A perseguição da lua... é outra coisa que fazemos quando crianças. Achar que a lua nos persegue porque onde vamos ela está.
Hoje observo minha sobrinha (Lara Gabriela) brincando com latas de milho verde, sardinha. Para nós são apenas latas, para ela se transforma em carrinhos, bonecos, telefone e ela é capaz de criar diálogos super "sérios" e demorados, ela está naquele mundinho criado e só dela.
Mundinho que eu já tive quando brincava com pedaços de madeira , de pedra e tijolos no fundo do quintal.
E possivelmente todos nós já tivemos de alguma forma.
É bom usar a imaginação, e ser feliz no mundo... Brincar de ser criança, e mexer com a imaginação.

Abraços!
Poly Lima...

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Falando de Amizade



Gosto daquelas que nos fazem sentir frio na barriga em situações difíceis...
Gosto daquelas que nos desafiam a ser melhores a cada instante...
Gosto daquelas que nos faz rir quando estamos com raiva...
Daquelas que sentimos saudades por uma semana longe...
Daquelas que fazem piadas sem graça em momentos tensos, só para descontrair.
Daquelas que te dizem a verdade mesmo sabendo que vai doer...
Sinto prazer em ser amiga fiel...
Sinto orgulho de saber que fui útil a alguém...
Amizade é a reciprocidade de corações que se precisam.
Amizade é fazer feliz e sentir-se feliz...
Gosto muito da frase: "Um amigo pediu que eu cuidasse da sua dor, então coloquei a minha no bolso e fui." (Desconheço o autor)
É incrível a predisposição ofertada por este sentimento chamado "Amizade" que traz consigo tantos outros, e faz de cada pessoa mais que uma pessoa.

Por tudo isso, deixo aqui uma música que fala desse tema tão nobre...
"Amizade Sincera" (Renato Teixeira)

A amizade sincera é um santo remédio
É um abrigo seguro
É natural da amizade
O abraço, o aperto de mão, o sorriso
Por isso se for preciso
Conte comigo, amigo disponha
Lembre-se sempre que mesmo modesta
Minha casa será sempre sua
Amigo
Os verdadeiros amigos
Do peito, de fé
Os melhores amigos
Não trazem dentro da boca
Palavras fingidas ou falsas histórias
Sabem entender o silêncio
E manter a presença mesmo quando ausentes
Por isso mesmo apesar de tão raros
Não há nada melhor do que um grande amigo


Abraço!
Poly Lima!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Psico...loucos?!



Em primeiro lugar, gostaria de esclarecer que admiro esta profissão. Mas primeiramente vem a pergunta: o que faz um psicólogo?  Escuta os dramas das vidas particulares de dezenas de pessoas que estão cheias de amarguras, e vão lá pra "desabafar" com um alguém que PARE (literalmente) para lhes ouvir.

Mas, num pensamento, particular... acho que eles absorvem aquele monte de coisas que escutam diariamente, e na verdade, são mal resolvidos nas próprias vidas.
Digo isso pelo fato de ter presenciado algumas situações, e vou contar uma delas.
OBS.: nomes fictícios, fato real (com acréscimos nas falas).

Era um dia rotineiro como outro qualquer, após sair de uma clínica peguei, junto com uma amiga, um ônibus para ir à universidade. Ao entrar no ônibus, sentamos, começamos a conversar, mas depois percebemos uma pessoa agitada, voz de choro, falando, falando, falando só ou com quem estava ao seu lado. Era uma mulher ("Fátima") que abria sua vida para quem quisesse ouvir.  E, então, paramos para ouvir.
Fátima estava transtornada, tinha sido traída, parecia revoltada e dizia sem parar coisas do tipo:
- "ELE VAI VER QUE NÃO PRECISO DELE!"
- "TA PENSANDO O QUE? SOU PSICÓLOGA A 20 ANOS, TENHO DOIS CARROS"
E a pessoa que estava ao lado estava parado um homem (Luis). Luis parecia paralisado naquela situação, apenas balançava a cabeça com sinal positivo no meio daquele bombardeio de desabafos.
E Fátima continuava a repetir:
-"SOU PSICÓLOGA, TENHO UM CONSULTÓRIO NA PONTA VERDE MEU FILHO, TA PENSANDO O QUÊ?!."
- "VOU FICAR UM TEMPO NA CASA DE UMA COMADRE MINHA, ELE NÃO SABE A ONDE É, E NÃO VAI ME ACHAR"
- "SÓ TÔ ASSIM PORQUE ESTOU NERVOSA, MAS NUM TÔ NEM AI PRA ELE"
- "ELE ME TRAIU, VOU MOSTRAR QUE VIVO MUITO BEM SEM ELE"
- "VOU SÓ ESPERAR A POEIRA BAIXAR"
Alguns minutos depois, Luís saiu, chegou no seu ponto de descida, e aquela mulher procurou outro lugar pra sentar. Sentou-se mais ao fundo onde estávamos eu, "Raquel" (minha amiga) e mais três rapazes.
E Fátima continuou a falar desatinadamente, abrindo as páginas do livro da sua vida... eu e Raquel ficamos silenciadas diante daquela situação, mas os três rapazes interagiam com ela, mas zoando do drama em que aquela mulher vivia. Naquele momento me penalizei dessa situação: a mulher sofrendo e aqueles jovens fazendo brincadeiras.
Enfim chegamos ao ponto de descida... mas aquela cena não saiu mais da minha cabeça.
Aquela mulher desesperada, meio que descontrolada, dizendo-se bem resolvida por ser psicóloga.
Ninguém nunca conseguirá saber o que se passava na cabeça de Fátima.
Não sei o que aconteceu depois disso, que fim aconteceu nessa história.

Mas ficaram as perguntas: Fátima ouve tantos problemas diariamente que "esborrou" os seus descontroladamente? Porque que ela extravasou falando de suas particularidades assim num lugar público?

Outro fato ocorrido foi o seguinte: um casal se conheceu ele ("Arthur") era formado em psicologia e trabalhava em uma clinica. E ela ("Marcela"), estaria ingressando num curso de graduação, com uns 2 ou 3 meses de namoro Arthur convidou Marcela para uma viagem e ela concordou. Mas às vésperas da tal viagem Marcela adoeceu e ficou sem condições para isso. Então foi gerada uma discussão e Arthur deu por encerrado o namoro com a seguinte frase:
- " ESSA DOENÇA FOI DO SEU PSICOLÓGICO PORQUE VOCÊ NÃO QUER VIAJAR COMIGO."
E Marcela respondeu: 
- "ADOECI PORQUE TOMEI CHUVA INDO COMPRAR ROUPA PARA A VIAGEM.
E ele finalizou:
- "PORQUE VOCÊ NÃO ASSUME QUE NÃO QUER IR? SEU ORGANISMO ADOECEU PORQUE VOCÊ NÃO QUER IR. MELHOR A GENTE TERMINAR.

São histórias distintas, mas envolvendo dois profissionais da área da psicologia.
O que acontece com a cabeça deles?
Por que agem assim?
Serão sempre questionamentos...

Até mais.
Poly Lima.

sábado, 30 de março de 2013

Diálogo Musical

É engraçado parar e perceber que as músicas dialogam entre si, entre seus trechos.
Arte, criatividade, imaginação...
Vejamos um pequeno diálogo de minha autoria...


 “Vou deixar a rua me levar. Ver a cidade se acender” (Ana Carolina)
 “Quando já não tinha espaço, pequena fui. Onde a vida me cabia apertada
Em um canto qualquer acomodei”  (Maria Gadú)
“Eu queria ter na vida simplesmente um lugar de mato verde
Pra plantar e pra colher, ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela para ver o sol nascer...” (José Augusto)
“Mas é claro que o sol vai voltar amanhã mais uma vez, eu sei...” (Legião Urbana)
“Eu sei que vou te amar por toda a minha vida eu vou te amar...”(Vinícius de Moraes)
“É isso aí como a gente achou que ia ser...” (Ana Carolina)
“Tudo é bem simples. Tudo natural. Um amor moreno
Fruto tropical...” (Roupa Nova)

É isso ai... com um pouquinho de esforço e imaginação a gente consegue essas coisas... salve salve a música brasileira...
Abraços...
Poly Lima

sexta-feira, 29 de março de 2013

As vezes paro e fico a pensar...

Porque o mundo é tão complicado?
Porque as pessoas não simplesmente amam?
Porque para saber o que é amor, temos que saber o que é ódio?

É! Tudo poderia ser tão mais fácil, simples!
Era só nós humanos deixarmos um pouco de lado o nosso "humano"...
Que tal o exercício da compreensão, da igualdade, da fraternidade?
Lembremos um pouco do maior dos mandamentos: "Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado!"
"Só o amor é a saída. Limpa, constrói, concebe e procria..."
Estamos numa era onde a violência tem predominado,ouvimos tanto nas mídias!
É violência moral, física, psicológica... onde iremos parar?!?!?
Como disse Lulu Santos: "Assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade..."
Esse não foi o mundo que o nosso Deus nos deixou!
Mas ainda ha tempo de mudar essa realidade, se cada um fizer a sua parte para a melhoria de todos!
"Se não dá pra mudar o começo, vamos mudar o final"


Poly Lima

Coração...


Que bate num compasso ritmado de uma canção, e descompassa quando sente emoção.
Quando triste quase para que nem sinto...
Se alegre, é transformado em bateria de escola de samba no desfile de carnaval.
Pulsa levando sangue, gerando vida.
Chora, ri, e paralisa...
De pedra ou de manteiga derretida.
Músculo, feito órgão vital.
Rabisco, um desenho emocional, sentimental.
Simbolo da vida e do amor.
Alguns, por ter, agradecem. Outros, nesse caso, padecem.
Razão, emoção, sentimentos.
Um só coração e tantos complementos...
Implícito na obras de poetas...
Por sonhadores, na vida, exposto.
Salve coração!

Poly Lima

Um texto reflexivo


A FÁBULA DA CONVIVÊNCIA

Durante uma era glacial, muito remota, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram indefesos, por não se adaptarem às condições do clima hostil.
Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir, e juntar-se mais e mais. Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro.
E todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se enfrentando por mais tempo aquele forte inverno.
Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital… e afastaram-se feridos, magoados, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus companheiros. Doíam muito…
Mas, essa não foi a melhor solução. Afastados, separados, logo começaram a morrer congelados, os que não morreram voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver, resistindo à longa era glacial. Sobreviveram…

domingo, 11 de novembro de 2012

Como crianças...

É fácil perceber a constante insatisfação do ser humano.

Já começando com uma insatisfação simples e talvez boba, quando ainda crianças...
Apesar de tudo nos satisfazer quando estamos na infância, temos uma insatisfação: SER CRIANÇA.
Temos imensa vontade de ser "grandes", adultos, donos da própria vida. Tomar as próprias decisões, ir para onde queiramos e como e com quem quisermos...

Na fase juvenil é considerada a fase "rebelde", nada nos satisfaz, nada está bom, ou não assumimos que esteja para não dar o braço a torcer.
Começamos a nos perceber, e a perceber os outros, mas ninguém é bom o suficiente para nós...

Quando nos tornamos adultos estamos em permanente busca da estabilização social (trabalho, dinheiro, namoro, casamento, coisas desse tipo), começando aos 18 anos e até... bom... 
Até sentirmos vontade de voltar aos 8 ou 10 anos quando a maior preocupação era ir a escola e brincar, nossa vida era estável, eramos "super-protegidos" pelos pais..

A diferença é que quando crianças apesar da vontade de ser adultos, sabíamos aproveitar da melhor forma, e depois de adultos as vezes por não conseguir o que queremos procuramos coisas erradas, ou não tão boas para nos satisfazer, ou para esquecer que não conseguirá voltar a infância.

E fica a lição: ainda que adultos e cheios de coisas, procuremos em nós aquela criança que sabia ser feliz, e se contentar com coisas simples como estar numa roda de amigos...

E ai deixo essa música para reflexão:


Abraços!
Poly Lima.